No “Arraiá do Trânsito” a segurança é pra lá de “bão”

por | jun 1, 2015 | Trânsito | 1 Comentário

Segurança nas festas juninasNo mês de junho são realizadas as festas juninas em todas as regiões do Brasil, com destaque para a região nordeste, onde a tradição dos festejos juninos é acompanhada por grande parte da população que transforma esses eventos em verdadeiras festas populares.

Além da música e dança coreografada, um componente comum nas festas juninas é o grande consumo de bebidas alcoólicas.

Em outras regiões, grandes festas são realizadas durante o mês de junho e, com as temperaturas baixas da estação, o consumo de bebida alcoólica também é um ingrediente certo. Um exemplo é a “Festa do Pinhão”, realizada na Cidade de Lages, na serra catarinense, onde por duas semanas, no embalo das tradições nativistas, shows musicais e pratos típicos a base da iguaria são acompanhados pelo consumo de muita bebida alcoólica por pessoas que enchem os estacionamentos da festa com seus veículos e, ao final da noite, cansados e sob efeito de álcool assumem a direção do veículo e retornam às suas casas, muitas vezes em municípios distantes, através da sinuosa rodovia BR-282 que durante as noites frias do inverno têm a companhia de uma espessa neblina e chuva.

No ano de 2014, a Agência de Notícias RBS, em matéria do dia 03 de setembro daquele ano noticiou que “o mês de junho foi o mais trágico: foram 185 mortes em ruas, avenidas e estradas gaúchas. Para efeitos de comparação, é como se um avião Airbus caísse por mês no Rio Grande do Sul.”

No portal do Batalhão de Polícia Rodoviária do Estado de Santa Catarina, consta que no mês de junho de 2014, foram 25 pessoas que perderam a vida somente nas rodovias estaduais.

O Jornal “Diário de Pernambuco” em matéria publicada no dia 01 de março deste ano noticiou que “o número de feridos em acidentes de trânsito no estado aumentou 8,5% para os acidentes em geral e até 13% para os que envolvem moto, entre 2013 e 2014. O aumento é mais um dado preocupante para a capital pernambucana, que foi considerada a mais violenta no trânsito no país na última pesquisa do DATASUS, de 2012. Naquele ano, o custo para a saúde no estado com feridos e mortos no trânsito chegou a R$ 650 milhões, o equivalente ao custo de construção e instalação de equipamentos de oito hospitais como o Dom Helder Câmara, que realiza 2,7 mil atendimentos na emergência por mês.” Esse dado nos dá a dimensão dos custos humanos e sociais que os acidentes de trânsito gera para o país, são perdas irrecuperáveis que deixam sequelas físicas e emocionais para toda a vida da vítima e dos seus familiares e amigos.

Neste ano tem-se observado um recuo no número de ocorrências de trânsito nos primeiros quatro meses do ano. Espera-se que essa tendência também se registre no próximo mês de junho, e que haja uma redução do número de acidentes de trânsito e consequentemente do número de vítimas.

Para que isso aconteça é preciso que as autoridades invistam em educação para o trânsito, façam campanhas de conscientização da população sobre os riscos dos acidentes de trânsito e atuem com rigor na fiscalização, acabando com a sensação de impunidade. Espera-se também que as pessoas saibam dos seus limites e dos limites da maquina; dirijam com responsabilidade, respeitem a sinalização; respeitem o limite de velocidade, não façam ultrapassagem em local proibido, façam revisão periódica nos veículos e principalmente tenham como regra de vida, “se beber não dirijo”, para que então possamos dizer que “no arraiá do trânsito a segurança é pra lá de bão.”

Artigo escrito por:
Pedro Paulo da Cruz
Licenciado em Pedagogia e Especialista em Gestão e Segurança no Trânsito

1 Comentário

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *