Descubra as 12 Metas Globais para Segurança no Trânsito

por | nov 13, 2020 | Cinto de Segurança, Educação para o trânsito, Fiscalização, Legislação, Saúde, Segurança, Segurança Veicular, Sem categoria | 0 Comentários

Você sabe como a ONU faz para termos estradas mais seguras em todo o mundo? Então leia este post e descubra as 12 Metas Globais para Segurança no Trânsito. Definidas pela Organização das Nações Unidas, buscam impulsionar a 2ª Década de Ação pela Segurança no Trânsito.

Segurança no trânsito

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) definiu os anos de 2021 à 2030 como a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito. A meta desta década, é a redução de, pelo menos, 50% de lesões e mortes no trânsito no mundo inteiro.

Nessa nova fase serão reconhecidas as ações promovidas e a lições aprendidas na primeira década de ação. Além disso, será focada na necessidade de promover uma abordagem integrada para a saúde e segurança no trânsito.

A primeira década de ação pela segurança no trânsito

A primeira década de Ação pela Segurança no Trânsito, foi lançada em maio de 2011 e perdurou até 2020, quando governos de todo o mundo se comprometeram a tomar novas medidas para prevenir acidentes no trânsito. Na época, estes acontecimentos, matavam cerca de 1,25 milhão de pessoas por ano.

No Brasil então, foi criado, em 2010, o Projeto Vida no Trânsito para atender as metas colocadas pela ONU. Este projeto veio com o intuito de combater dois fatores de risco priorizados no Brasil. O primeiro seria a direção após o consumo de bebida alcoólica e o segundo, o excesso de velocidade.

Também merecem atenção outros fatores e grupos de vítimas de acordo com a avaliação nas diversas localidades. Como por exemplo, os acidentes com motociclistas.

Para reduzir o número de incidentes de trânsito é necessário a total conscientização e precaução dos motoristas. O Icetran promove a segurança no trânsito através do curso de atualização para renovação de CNH. Quer reduzir o número de acidentes no trânsito e contribuir para sua segurança e a dos outros? Inscreva-se agora! É fácil, rápido e totalmente online!

crianças no banco

Projeto Vida no Trânsito

O Projeto Vida no Trânsito estabeleceu como meta reduzir em 50% a incidência de óbitos por acidentes de trânsito até 2020. Implantado em 26 capitais e 26 municípios, o projeto alcança 50,9 milhões de pessoas.

Ademais, dados do último levantamento publicado pelo Ministério da Saúde referentes ao ano de 2018, indicam que cinco capitais já alcançaram a meta global de redução de 50% dos óbitos por lesões no trânsito.

Em números absolutos, em 2018 foram registrados 32.655 óbitos por lesão de trânsito no país, enquanto em 2010 o total de óbitos foi de 42.844.

Em questão de avanços, foram dois os que merecem destaque na última década. O primeiro foi o aprimoramento e alteração da legislação de trânsito. Isto se deu a partir da criação de leis que aumentaram os itens de segurança do veículo e das alterações decorrentes da Lei Seca, que acabaram tornando mais rígida a fiscalização de motoristas que dirigem sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência. Já o segundo, foi a ampla divulgação do tema ‘saúde e segurança no trânsito’ na mídia e entre a população.

Outras campanhas

Uma outra campanha de trânsito muito importante é a campanha “Maio Amarelo”. Essa ação procura chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito.

Além disso, o Conselho Nacional de Trânsito, tem definido temas para serem debatidos pela sociedade durante todos os meses do ano, principalmente voltado para a proteção dos usuários mais vulneráveis.

Já no mês de setembro, uma semana inteira é dedicada para disseminar a relevância da educação no trânsito, sobretudo entre as crianças, nas escolas de todo o País.

Algumas semanas atrás fizemos um outro post no blog sobre as campanhas educativas para o Trânsito agora em 2020. Saiba quais são elas e o impacto que causam em toda a sociedade.

fiscalização

A Resolução da ONU

O documento publicado pela ONU afirma que “A grande maioria das mortes e ferimentos graves no trânsito são evitáveis e que, apesar de algumas melhorias em muitos países, incluindo em países em desenvolvimento, eles permanecem um grande problema de saúde pública e desenvolvimento, que tem amplas consequências sociais e econômicas”.

Além disso, a Resolução da ONU elogia os Estados-Membros que adotaram uma legislação mais abrangente tais como: obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, sistemas de retenção para crianças, uso de capacete, maior rigor na fiscalização de condutores que dirigem alcoolizados e com excesso de velocidade.

Neste sentido, chama atenção para outros fatores de risco, como baixa visibilidade, condições médicas e medicamentos que afetam a direção. E também, a fadiga e o uso de entorpecentes e substâncias psicotrópicas e psicoativas, telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos e de mensagens de texto.

Ações necessárias para a segurança no trânsito

No documento são elencadas algumas ações necessárias para tornar as estradas mais seguras ao redor do mundo.

Entre elas, a ONU incentiva os Estados-Membros a:

– garantir o compromisso político e responsabilidade no mais alto nível para melhorar a segurança no trânsito;

– desenvolver e implementar estratégias e planos de segurança no trânsito;

– garantir a segurança e proteção de todos os usuários da estrada por meio de uma infraestrutura rodoviária mais segura, levando em consideração as necessidades de transporte motorizado e não motorizado e outros usuários vulneráveis da estrada, especialmente nas estradas de alto risco com altas taxas de acidentes.

Ademais, o documento reforça a importância de promover o conhecimento e conscientização da população por meio de campanhas de educação, capacitação e divulgação. Principalmente entre os jovens. E ainda, enfatiza a necessidade de atenção aos pedestres, ciclistas, motociclistas, da adoção e implementação de políticas e medidas para proteger e promover ativamente a segurança desses grupos.

Prevê também que os Estados-Membros fortaleçam sua capacidade institucional por meio de treinamento adequado e qualificação no que diz respeito às leis de segurança no trânsito e suas aplicações, segurança de veículos, melhorias de infraestrutura, transporte público e atendimento pós-acidente de trânsito.

Por fim, a nova resolução incentiva os Estados a implementarem mecanismos para avaliação periódica de veículos. Desta forma, é possível garantir que todos os veículos novos e em uso cumpram os regulamentos básicos de segurança veicular. As políticas públicas também são incentivadas com o intuito de diminuir os acidentes nas estradas relacionados ao trabalho. Focando nos acidentes com a participação de empregadores e trabalhadores. E para que ao fim, assegure-se o cumprimento das normas internacionais de segurança e saúde no trabalho, segurança rodoviária e condições adequadas das estradas e dos veículos.

Metas globais da ONU

A ONU, em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), elaborou 12 Metas Globais de Desempenho para a Segurança no Trânsito, que foram definidas a partir de um consenso entre os Estados-Membros.

Entre as metas, estão:

– Reduzir à metade a proporção de veículos trafegando acima do limite de velocidade;

– Reduzir as lesões e mortes relacionadas à velocidade;

– Aumentar a proporção de motociclistas que utilizam corretamente capacetes padronizados para cerca de 100%;

– Aumentar a proporção de ocupantes de veículos utilizando cintos de segurança. Ou ainda, sistemas padrão de retenção para crianças para cerca de 100%;

– Reduzir pela metade o número de lesões e mortes no trânsito relacionados a condutores que consomem álcool e/ou reduzir os casos relacionados a outras substâncias psicoativas;

– Todos os países devem ter leis nacionais para restringir ou proibir o uso de telefones celulares ao dirigir; entre outras.

Outros esforços 

A Resolução da ONU endossa também a Declaração de Estocolmo sobre Segurança nas Estradas. Esta Declaração foi aprovada em fevereiro de 2020, na 3ª Conferência Ministerial Global sobre Segurança nas Estradas – realizada na Suécia. Entre outros tópicos, revela, através do impacto dos acidentes de trânsito, a importância de considerar as necessidades das vítimas e de outras populações vulneráveis, incluindo idosos e pessoas com deficiência.

Além disso, a Declaração reconhece que a meta 3.6 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, não será cumprida até 2020. Esta tinha a meta de reduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais por acidentes de transito.

Ademais, acredita-se que um progresso significativo só pode ser alcançado através de:

– liderança nacional mais forte;

– cooperação global;

– implementação de estratégias baseadas em evidências e envolvimento com todos os atores envolvidos, incluindo o setor privado;

– abordagens inovadoras adicionais.

Parcerias chave

Na publicação, a ONU também solicita à Organização Mundial de Saúde (OMS) e às comissões regionais das Nações Unidas, em cooperação com outros parceiros, que preparem um plano de ação da Segundo Década. Este servirá como documento orientador para apoiar a implementação de seus objetivos. Ademais, deverá apoiar a implementação das metas relacionadas à segurança rodoviária da Agenda 2030. Visando garantir a coerência de todo o sistema.

Ao final do documento, a Organização determina a convocação de uma reunião da Assembleia Geral, em 2022. Esta teria como objetivo falar sobre “a melhoria da segurança rodoviária global, com objetivo de abordar lacunas e desafios, bem como mobilizar lideranças políticas e promover colaborações multissetoriais e de públicos de interesse acerca do assunto”.

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