Os mitos e as consequências do álcool no trânsito

por | out 4, 2017 | Legislação | 0 Comentários

Os mitos e as consequências do álcool no trânsitoO ano está acabando e já podemos sentir o início das comemorações. Para a folia não acabar em dor de cabeça, é importante ficar atento com as consequências do álcool no trânsito.

De uns anos para cá, a legislação tem ficado mais rigorosa com os motoristas que combinam álcool e direção.

Com as leis e fiscalizações mais severas, o número de motoristas penalizados por conduzirem alcoolizados é demasiado.

Pensando nisso, nós separamos alguns mitos e consequências do álcool no trânsito. Vamos lá!

Legislação x  álcool e direção!

Para reduzir as consequências do álcool no trânsito, o  Código de Trânsito Brasileiro foi atualizado com as Leis 11.705/08 (conhecida como a Lei Seca) e 12.760/12.

Qualquer quantidade de álcool ingerida, por mínima que seja, diminui os reflexos, fazendo com que as pessoas percam as condições para dirigir. Sendo assim, a lei estabelece que não é permitido dirigir sob efeito do álcool, ou seja, tolerância praticamente zero.

Todo motorista que for fiscalizado ou causar algum acidente, com suspeitas de dirigir alcoolizado, será submetido a testes de alcoolemia para verificar a presença da substância no sangue.

Existem 3 maneiras de realizar os testes, a mais conhecida é o bafômetro; outra é o exame clínico, que identifica sinais de embriaguez por meio de observações de sinais (bafo etílico, andar cambaleante, etc) classificados pela  Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (ABRAMET) e a análise de sangue em laboratório.

Lembrando ainda que, a Lei 13.281 (que entrou em vigor em novembro de 2016) admite a autuação com enquadramento no artigo 165A – dirigir sob a influência do álcool – considerando apenas a recusa do condutor em fazer apenas um dos testes de alcoolemia ofertados.

Quais as consequências do álcool no trânsito?

O álcool como é uma droga lícita e acessível, seu uso contínuo facilmente pode viciar seus consumidores, esse é o caso do alcoólatra.

Em apenas alguns minutos após o consumo da bebida alcoólica, a substância já está chegando aos principais órgãos vitais do corpo. Alterando a comunicação entre os neurônios e diminuindo a resposta do cérebro ao organismo.

As principais áreas afetadas são o córtex frontal que é responsável pela coordenação motora e o cerebelo, responsável pela leitura espacial e equilíbrio.

        Sendo assim, a pessoa que bebe, principalmente de forma exagerada, perde habilidades essenciais para conduzir um veículo.

As consequências do álcool no trânsito são rígidas e variam de acordo com a gravidade. São elas:

  • Administrativa: realizada quando o condutor é autuado sob efeito do álcool. As consequências são a suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da carteira de habilitação, multa de  aproximadamente R$ 2,900,00, 7 pontos na carteira e retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado.
  • Criminal: para que seja configurado crime, além de dirigir sob efeito do álcool o condutor deve apresentar capacidade psicomotora alterada. O Código de Trânsito, no artigo 306, prevê possibilidade de pena de 6 meses a 3 anos.

Burlar o bafômetro é possível para evitar as penalidades?

Para o organismo o álcool é identificado como uma toxina que precisa ser eliminada. Uma das alternativas na eliminação é através do ar dos pulmões.  

Apesar do nome do aparelho ser ligado a palavra bafo (bafômetro / etilômetro), é importante salientar que a medição vai levar em conta o ar dos seus pulmões e não o seu hálito ou saliva.

O bafômetro realiza uma reação química, identificando a quantidade de álcool sendo eliminado, assim identificando e medindo a quantidade de álcool por litro de ar expelido.

Muitas pessoas apareceram com as fórmulas e mitos para burlar o bafômetro e driblar as consequências do álcool no trânsito.

Entre os mitos estão o disfarce do hálito bebendo refrigerante, vinagre, consumindo doces, enxágue bucal, medicamentos e até mesmo carvão mineral.

Mas todos eles falham, pois não existe substância alguma capaz de burlar o teste que como falado, não utiliza o seu hálito ou saliva e sim a substância eliminada pelo ar do seu pulmão.

Outros métodos também fazem cumprir a lei durante uma blitz

Depois das ideias para evitar as consequências do álcool no trânsito, muitas pessoas que querem escapar do bafômetro, recorrem a negação da realização do bafômetro.

Vale a pena ressaltar que você pode negar o teste do bafômetro, mas pode ser autuado pela recusa (conforme já informamos, com base na Lei 13.281) e posteriormente, vir a ser multado em aproximadamente R$ 2.900,00 e ainda responder a processo de suspensão do direito de dirigir por doze meses.

Para evitar qualquer tipo de consequência negativa a melhor alternativa é não conduzir quando for ingerir bebidas alcoólicas.

Combine com os amigos e conhecidos quem será o motorista da vez, utilize o transporte público, vá de táxi, Uber, ou outro transporte coletivo.

Mais importante do que responder ou ser condenado pelo crime de embriaguez ao volante, é a vida das pessoas.

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