Comportamento de risco no trânsito: porque algumas pessoas ainda persistem no erro?

por | nov 15, 2017 | Acidentes | 0 Comentários

Comportamento de risco no trânsito: porque algumas pessoas ainda persistem no erro?O comportamento de risco no trânsito é influenciado por diversos fatores, entre eles o homem, as vias e os veículos. Reconhecer as causas é essencial para a mudança.

Uma boa parcela de condutores ainda desrespeita as leis de trânsito.

Não sinaliza ao mudar de faixa. Não usa o cinto de segurança – especialmente no banco de trás. Dirige com o celular em mãos. Não mantém distância mínima de segurança entre os veículos e ultrapassa os limites de velocidade.

Por consequência, essas pessoas contribuem para que as situações de risco aumentem e acabem por provocar inúmeros acidentes.

Essa realidade poderia ser bem diferente, se não fossem as falhas humanas. Erros que, na maioria dos casos, são sustentados pela imprudência dos motoristas.

Sabendo disso, então, porque algumas pessoas ainda persistem no erro e assumem um comportamento de risco no trânsito?

Existem vários fatores que podem responder a esta pergunta. Neste artigo vamos tentar respondê-la destacando 4 das principais causas apontadas para essa difícil mudança de comportamento. Acompanhe.

Pessoas desconsideram a sua influência

Muitos acidentes de trânsito acontecem não porque os condutores sejam incapazes de dirigir com cuidado. Mas, porque fazem escolhas erradas, dirigindo de forma imprudente.

Estas pessoas, não se sentem sensibilizadas ou motivadas a refletir sobre os riscos que geram e negam a sua influência na possibilidade de provocarem acidentes.

Em muitos casos a situação é ainda mais grave. Por influência do uso do álcool e outras drogas, ao dirigirem desatentas manuseando o celular ou trafegando em velocidade excessiva, por exemplo, as pessoas negligenciam os perigos e colaboram para que um número muito maior de acidentes aconteça.

A percepção do risco é fraca ou incompleta

A percepção de risco está diretamente relacionada à capacidade que uma pessoa tem de identificar os perigos e reagir a eles.

Entretanto, esse é um processo complexo. Sofre influência de diversos fatores e varia com o tempo.

Entre eles, citamos como exemplo, o nível de saúde, de conhecimento, de atenção, do estado emocional e muitos outros.

Com isso, em alguns casos, o risco real e a percepção que o condutor tem sobre sobre ele podem ser distintos. O que pode levar a pessoa ao erro, devido a exposição descuidada.

O excesso de confiança é outro exemplo disso. O motorista que assume um comportamento de risco no trânsito, e acredita que sempre dirigiu assim e nunca lhe aconteceu nada, tem uma percepção de risco menor. E isso colabora para que o trânsito se torne mais inseguro.

O comportamento de risco no trânsito passa por gerações

Falamos recentemente aqui no blog sobre o comportamento dos jovens no trânsito.

Entre outras conclusões desse estudo, um tópico mencionava sobre a atitude tolerante dos jovens, com relação ao comportamento de risco no trânsito assumido por seus pais e responsáveis ao volante.

Essa questão é muito problemática e nos leva a crer que, maus exemplos colaboram para que os erros persistam por gerações.

Neste sentido, ações educativas se tornam ainda mais importantes para ampliar o respeito às leis de trânsito.

A mudança de comportamento é um processo a ser trabalhado a longo prazo, para enraizar na população uma cultura de cuidado, consigo mesmo e com o outro.

Um conjunto de fatores e processos psicológicos

Muitos estudiosos têm empregado tempo e muito conhecimento para tentar chegar a uma conclusão definitiva sobre o comportamento de risco no trânsito e assim diminuir os danos gerados por ele ao convívio social no trânsito.

Mas, a verdade é que este é um fenômeno bastante complexo e envolve um conjunto de fatores e processos psicológicos.

Portanto, a mudança de comportamento é um desafio multidisciplinar. E está interligada entre três principais elementos: o homem, a via e o veículo.

O homem, neste conjunto é o componente mais complexo. Além de desempenhar diversos papéis – como motorista, pedestre, ciclista – sofre influência de fatores internos e externos que pode modificar o seu comportamento.

Como por exemplo, o seu próprio desempenho, suas atitudes, a motivação para a mudança, a personalidade e muitos outros fenômenos.

Não é a toa que seja atribuído ao fator humano a responsabilidade por cerca de 90% dos acidentes no trânsito.

Um número que impressiona e nos faz acreditar que, ao lado de melhorias na sinalização, da fiscalização e da punição, atitudes educativas se fazem muito necessárias.

Não apenas para diminuir os números de acidentes, mas principalmente, para levar os participantes do trânsito a se tornarem cidadãos mais reflexivos, solidários, críticos e responsáveis.

Afinal, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o trânsito em condições seguras é não só um direito, mas também dever de todos.

E você, como está exercendo sua papel nesta combinação?

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